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1.000 edições do Jornal da USP

1.000 edições do Jornal da USP



O Jornal da USP está completando mil edições.

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Para os leitores, o Jornal da USP já faz parte da rotina diária.

 

Ao longo de suas 1000 edições, o Jornal da USP reportou as principais realizações da ciência brasileira, discutiu os grandes temas nacionais e internacionais e ainda divulgou os maiores eventos de arte realizados no Brasil. Este suplemento especial, em comemoração ao milésimo número do jornal, traz um pouco dessa trajetória, que representa uma das contribuições da Superintendência de Comunicação Social (SCS) da USP – responsável pelo Jornal da USP – para o desenvolvimento da sociedade brasileira

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Veja a opinião do Reitor da USP, João Grandino Rodas, sobre o Jornal:

Momento de comemorar e de refletir

A comunicação tem assumido, cada vez mais, posição estratégica nas organizações. Consiste na principal forma de as organizações “falarem com o mundo” e de fortalecerem seu papel na sociedade. O contexto global nos demanda uma comunicação sem muros, sem fronteiras, que atenda às necessidades de nossos principais públicos-alvo, pois as informações são compartilhadas em tempo real, sem barreiras físicas ou distâncias. Na USP, se tudo de importante feito na Universidade não tiver uma comunicação à altura (ou se ela não existir), não conseguiremos dimensionar aquilo que é de interesse de todos, interna e externamente.
E tal questão, em si mesma, é de grande relevo, não apenas para apresentarmos à sociedade o que de notável acontece em nossa Universidade, mas cabe ainda assinalar o fato de que cada cidadão recolhe, a cada compra, 10,16% para o ICMS, dos quais uma parte é destinada à USP a partir de aprovação legislativa por lei ordinária e não por norma constitucional estadual. Neste ano, por exemplo, o orçamento previsto da Universidade é de R$ 4,3 bilhões. Portanto, é extremamente importante mostrar aos legisladores do Estado de São Paulo o que estamos realizando.
Isso significa que o que fizermos em termos de comunicação para a sociedade paulista é, na verdade, mais do que uma ação estratégica de divulgação. É, acima de tudo, uma obrigação de prestar contas das ações institucionais desenvolvidas e de todo o conhecimento aqui produzido.

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Outro ponto importante é que a USP, graças a todos nós, tem conquistado ultimamente posições excepcionais nos rankings internacionais de universidades. O que não se dá por acaso, mas é fruto do esforço coletivo. E, para que os rankings continuem a melhorar e nos mantenhamos nos patamares já alcançados, precisamos, entre outras coisas, de um sistema de comunicação cada vez mais aperfeiçoado.
Nesse cenário, o Jornal da USP vem desempenhando, ao longo dos anos, papel importante como instrumento para estabelecer, pela informação e divulgação, a sincronização de iniciativas e atividades desenvolvidas na Universidade tanto para o público interno quanto para a comunidade externa.
Desde sua criação, em 1985, reúne as características básicas apontadas pelo pesquisador alemão Otto Groth, um dos mais importantes teóricos da ciência dos jornais, para respaldar cientificamente o jornalismo e para conceituar a notícia: atualidade, periodicidade, universalidade e difusão coletiva.
A trajetória do Jornal da USP nos mostra que a publicação já se estabeleceu como um canal de diálogo importante e de relacionamento da Universidade com a comunidade acadêmica, com órgãos governamentais e com a sociedade em geral, principalmente após a reformulação de seu sistema de distribuição.
Entretanto, este momento de comemoração também deve propiciar uma oportunidade para a reflexão. Chegamos à edição de número 1.000 desta publicação, mas não podemos perder de vista a clara necessidade de evolução, principalmente impulsionada pelo rápido avanço da internet e, em consequência, da comunicação digital. Essa nova forma de se comunicar, e todas as ferramentas dela decorrentes, nos apresentam novas possibilidades de interação com nossos públicos estratégicos. E esse será o desafio do jornal para os próximos anos: construir uma presença sólida do jornal nesse novo ambiente dinâmico que a revolução digital nos vislumbra.

João Grandino Rodas é reitor da USP

Sobre Paulo Roberto Machado