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80 anos da Noite dos Cristais

80 anos da Noite dos Cristais

Mais de mil sinagogas foram destruidas nessa noite.

A noite entre 9 e 10 de Novembro não pode ser esquecida. Tem de ser lembrada, se possível, com muita luz.

Na noite dos Cristais, muitos deixam as luzes da sala acesas como uma forma de trazer luz a um mundo escurecido pelo ódio, pela discriminação, pela falta de humanidade. Luz que se contrapõe à noite mais escura da história desde a Idade Média.

Há exatos 80 anos ocorreu a famigerada Noite dos Cristais, quando os cultos e educados povos Alemão e Austríaco num acesso incontido de ódio queimaram, destruiram e vandalizaram propriedades de Judeus nestas duas nações. Naquela única noite mais de mil Sinagogas foram destruídas, cerca de 7500 lojas de Judeus foram depredadas, suas vitrines transformadas em resíduos de vidros,  incontáveis residências foram invadidas, saqueadas e vandalizadas, todos os Centros Comunitários Judaicos foram queimados.

O agente responsável foi Goebbels, Ministro da Propaganda Nazista. Ele estava jantando com Hitler e os oficiais quando recebeu a notícia da morte de  Ernest Von Hass Terceiro Secretário do Embaixador Alemão. Ele teria morrido baleado. Goebbels transformou o ato em perseguição contra todos os judeus. A Alemanha e a Áustria mostraram seu lado mais pútrido. Goebbels proibiu a polícia de dar proteção e proibiu os bombeiros de apagarem os incêndios, a menos que “colocassem em risco bens de não Judeus”.

Goebbels não era um troglodita. Ele era Doutor em Filosofia pela Universidade de Heidelberg, o maior celeiro de cultura da Alemanha, fundada em 1386 e cujos alunos têm inacreditáveis 55 prêmios Nobel. Era o Ministro da Propaganda de Hitler. É dele a célebre frase: “Uma mentira repetida um milhão de vezes, torna-se uma verdade”.

O nome Noite dos Cristais deve-se à fenomenal quantidade de vidros quebrados espalhados pelas ruas ao longo desta noite infame. 30.000 Judeus foram levados a Campos de Concentração apenas nesta noite. Outros 16.000 levados para a fronteira com a Polônia, que não os aceitou. Ali ficaram por quase uma semana sem alimentação, sendo transferidos da Alemanha para a Polônia para serem imediatamente devolvidos à Alemanha num vai e vem penoso e humilhante.

Sobre Paulo Roberto Machado