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Estados Unidos reconhecem Jerusalém como a Capital de Israel

Estados Unidos reconhecem Jerusalém como a Capital de Israel

Decisão foi anunciada pelo Presidente americano que mandou transferir a Embaixada de Tel Aviv para Jerusalém

A notícia pegou o mundo de surpresa. Os Estados Unidos decidiram reconhecer Jerusalém como a Capital de Israel.

O anúncio foi feito pelo Presidente Donald Trump. A medida provocou divisões substanciais no pensamento mundial. Há os que são a favor e os que são contra. Aqueles que acreditam que não vai mudar nada no caldeirão em que se transformou aquela região do Oriente Médio, também se alinham, de maneira expressiva, no gráfico internacional.

O Presidente Donald Trump, dos Estados Unidos, anunciou o reconhecimento, por parte do governo americano, da cidade de Jerusalém como a Capital de Israel:

Trump decidiu reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Se a sede do governo israelense fica lá, qual é o problema, então?

A resposta trespassa toda a história do conflito entre judeus e palestinos. Até maio de 1948, o território onde hoje ficam Israel e Palestina era uma colônia britânica – controlada pelo Reino Unido e habitada por judeus e árabes.

Desde o século 19 ensaiava-se a transformação de uma parte da colônia num Estado judaico à imagem e semelhança das fronteiras delimitadas pelo Velho Testamento. A proposta acabou ficou em banho-maria, já que os árabes da região também queriam a independência, só que para formar um país árabe ali.

Depois do Holocausto, a ideia de formar um Estado soberano para os judeus ganhou força. Em 1947, então, a ONU traçou um plano de partilha da colônia: os britânicos deveriam ir embora no ano seguinte, então um pedaço das terras vagas formaria Israel, e outra parte o Estado Palestino. Jerusalém, uma cidade sagrada para os dois grupos, não seria de ninguém. Ficaria sob “administração internacional” – habitado por judeus e palestinos, controlado pela ONU. Assim:

Mas faltou combinar com os russos. A rivalidade entre árabes e judeus já tinha deflagrado conflitos na região nas décadas anteriores. Logo que os ingleses começaram a arrumar as malas, começou uma guerra civil na colônia. E nada de o território virar dois Estados, muito menos a história de Jerusalém ficar nas mãos da ONU.

Em maio de 1948, os judeus deram um passo adiante: oficializaram a criação do Estado de Israel. O documento original de declaração de independência previa respeitar as fronteiras delimitadas pela ONU. Mas o líder dos judeus, David Ben Gurion, não via sentido prático nisso. “Nós aceitamos a resolução da ONU. Os árabes não.”, ele disse no ato da declaração. “Eles vão entrar em guerra conosco. Se nós vencermos, mais territórios irão fazer parte do Estado. Porque temos de aceitar fronteiras que os árabes já não aceitam de qualquer forma?”.

Dito e acontecido: os vizinhos árabes foram para a guerra. Israel venceu, e saiu do conflito com um território maior do que o da partilha original. Outros países, porém, assumiram o controle de parte dos territórios da ex-colônia britânica: a Faixa de Gaza acabou com o Egito e a atual Cisjordânia, com a Jordânia. E o mapa ficou assim:


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jerusalém, na borda da Cisjordânia, terminou dividida no final de 1948 – metade para os israelenses (“Jerusalém Ocidental”), metade para a Jordânia, (“Jerusalém Oriental”). Israel, então, decretou que sua parte de Jerusalém era a capital do país. O resto do mundo, para evitar atrito com os árabes, preferiu se manter fiel à resolução da ONU, e não reconhecer a posse de país nenhum sobre Jerusalém, pelo menos enquanto não houvesse um acordo definitivo entre os árabes e israelenses.

Em vez de acordo, porém, o que veio foi outro conflito: a Guerra dos Seis Dias, em 1967. Israel venceu de novo. Tomou a Faixa de Gaza do Egito e tirou da Jordânia o controle sobre a faixa de Gaza e a outra metade de Jerusalém. Gaza e Cisjordânia não foram anexados oficialmente. Passariam a funcionar territórios semi-independentes, controlados pelas forças armadas de Israel e à espera da criação de um Estado palestino – o que nunca aconteceu. Jerusalém não: a cidade inteiro passou a fazer parte do Estado de Israel, e no papel de capital do país. A ONU e seus afiliados não concordaram: seguiram sem reconhecer a soberania israelense ali, pelo menos até que não houvesse um acordo definitivo com os árabes – o que nunca aconteceu.

Jornal Israel Hoje mistura as cores da bandeira americana no meio do nome de Jerusalém, destacando a palavra USA agradecendo ao Presidente dos Estados Unidos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em seu discurso, ao fazer o anúncio, o Presidente dos Estados Unidos destacou:

“Antigos desafios exigem novas abordagens. Meu anúncio marca o inicio de uma nova abordagem do conflito entre Israel e os Palestinos.

Em 1995 o Congresso adotou a Lei da Embaixada em Jerusalém determinando que o Governo Federal realocasse a sua embaixada em Jerusalém e que reconhece essa cidade como a capital de israel.

A Lei passou no Congresso por uma enorme maioria e há 6 meses atrás foi reafirmada pelo Senado Americano.

Mesmo assim os Presidentes anteriores nada fizeram. Depois de mais de 2 décadas de renúncia, não estamos mais pertos de um acordo de paz.

Chegou a hora de oficialmente reconhecer Jerusalém como a capital de Israel. Esse é um passo importante que já deveria ter sido tomado no caminho para a paz na região.

Israel é soberano, para decidir onde é a sua capital. Hoje, Jerusalém é a sede do moderno governo de Israel. Jerusalém não é apenas o coração de três grandes religiões. É o coração de uma das democracias mais bem sucedidas do mundo”.

 

 

Sobre Paulo Roberto Machado